Entender os diferentes estágios do lipedema é fundamental para identificar a doença e buscar o tratamento adequado.
Vale lembrar que essa é uma condição caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura em determinadas áreas do corpo, sobretudo nas pernas e, em alguns casos, nos braços.
Além disso, a doença afeta, principalmente, mulheres e, frequentemente, é confundida com obesidade ou linfedema. Portanto, nunca é demais falar sobre o assunto.
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O esclarecimento ajuda a distinguir a doença vascular crônica de outras condições, além disso, mostra as opções de tratamento disponíveis. Nós vamos falar sobre todos esses pontos ao longo deste conteúdo.
Acompanhe as informações e busque mais saúde e, consequentemente, mais qualidade de vida!
Quais são os estágios do lipedema?
O lipedema pode ser dividido em quatro estágios principais, cada um apresentando características próprias. Identificar em qual desses graus do lipedema a pessoa se encontra é essencial para traçar uma estratégia terapêutica eficaz.
Estágio 1
Sintomas do estágio 1 do lipedema
No primeiro estágio, pode-se notar uma superfície da pele lisa com um acúmulo de gordura subcutânea. A pessoa pode sentir dor ou sensação de peso nas pernas, mas sem uma alteração significativa da configuração normal.
Tratamento para o estágio 1
O tratamento nessa fase incide principalmente em controle alimentar e exercícios físicos voltados para a melhoria da circulação. A drenagem linfática manual é frequentemente recomendada para amenizar o desconforto.

Estágio 2
Sintomas do estágio 2 do lipedema
Já no segundo estágio, a pele começa a apresentar uma textura irregular, assemelhando-se à “casca de laranja”. Há indícios de lipomas (nódulos de gordura) que podem ser dolorosos ao toque.
Tratamento para o estágio 2
A inclusão de terapias como a compressão pneumática, que melhora a circulação e a drenagem linfática, pode ser benéfica. Além disso, o controle do peso continua sendo importante para não agravar a condição.
Estágio 3
Sintomas do Estágio 3 do lipedema
Nesse estágio, ocorre um aumento significativo do acúmulo de gordura, deformando o contorno natural das pernas. A mobilidade pode começar a ser afetada e o inchaço torna-se mais evidente.
Tratamento para o estágio 3
Procedimentos não invasivos podem não ser suficientes no estágio três. Além das terapias já mencionadas, o médico pode considerar o tratamento com liposucção especializada para lipedema, a fim de remover parte do excesso de gordura.
Leia também: Qual médico trata o lipedema? Conheça os melhores!
Estágio 4
Sintomas do estágio 4 do lipedema
No estágio mais avançado, o grau do lipedema é bastante severo, com grandes deformidades e a presença de lipolinfedema, que é o lipedema acompanhado por linfedema. A dor é constante e a limitação na mobilidade pode ser grave.
Tratamento para o estágio 4
A cirurgia de redução continua sendo uma opção considerável, e o tratamento do linfedema associado é vital. A abordagem é multidisciplinar, e o suporte psicológico pode ser necessário devido ao impacto na qualidade de vida.
Após saber quais são os estágios de lipedema, fica a questão: como é feita a cirurgia de correção?
Quando a terapia conservadora — envolvendo dieta, exercícios, drenagem linfática e compressão (dependendo do grau de lipedema) — não consegue gerir eficazmente os sintomas ou a progressão da doença, a cirurgia pode ser considerada.
O procedimento cirúrgico costuma ser feito por meio da lipossucção (uma técnica especial de lipoaspiração). Durante a cirurgia, uma solução diluída de anestésico local e um agente que contrai os vasos sanguíneos é infiltrada nas áreas afetadas.
Isso faz com que o tecido adiposo se torne inchado e firme, o que facilita a sua remoção e minimiza os danos aos vasos sanguíneos e linfáticos circundantes.
Também é importante dizer que esse método deve ser feito por profissionais capacitados e com experiência no tratamento cirúrgico do lipedema, de modo a adaptar a abordagem cirúrgica às necessidades específicas de cada paciente.

Recuperação pós-cirurgia
Além disso, a recuperação após a cirurgia de lipedema exige cuidado e acompanhamento, incluindo o uso continuado de compressão, terapias de drenagem linfática e, muitas vezes, ajustes no estilo de vida do paciente para maximizar os resultados do procedimento.
Ainda, vale destacar que, para as pessoas que enfrentam o lipedema, a possibilidade de uma cirurgia de correção representa não apenas uma melhoria estética, mas também uma esperança na redução da dor, na melhora da mobilidade e na qualidade de vida.
Decidir pelo tratamento cirúrgico do lipedema é uma passo importante e deve ser baseada em uma avaliação criteriosa do cirurgião plástico especializado, levando em conta os riscos, benefícios e expectativas de cada indivíduo.
Onde fazer uma cirurgia de lipedema?
Na SER Cirurgia Plástica, é possível contar com a extrema competência e quase 30 anos de experiência profissional da Dra. Cintia Rios — cirurgiã plástica. A médica e sua equipe estão preparadas para oferecer um tratamento personalizado para você.
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Conclusão
Ao lidar com lipedema, é crucial reconhecer que essa condição é tão diversa quanto as pessoas que com ela convivem. Os estágios do lipedema variam, e, com eles, o caminho terapêutico deve se ajustar à experiência única de cada indivíduo.
Neste contexto, entender seu próprio corpo e identificar as mudanças e sinais que ele apresenta é essencial para seguir em frente no caminho da saúde e do bem-estar.
Para aqueles que estão navegando na complexidade do lipedema, pode surgir uma sensação de isolamento, mas é importante lembrar que você não está sozinho (a)!
Estar ciente sobre os diferentes estágios, do 1 ao 4, e de como seus sintomas e impactos variam é um primeiro passo vital.
A partir daqui, pode-se construir um plano de tratamento personalizado com recomendações específicas que vão desde ajustes no estilo de vida e manejo de sintomas até procedimentos cirúrgicos para casos mais avançados.
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Estágios do lipedema: conheça o tratamento indicado para cada um deles
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Sobre o Especialista
Dra. Cintia Rios
CRM-SP: 84535 | RQE: 21286