Bioestimuladores

A partir dos trinta anos, aproximadamente, o organismo vai, gradativamente, deixando de produzir colágeno. Infelizmente, essa substância é a responsável por proporcionar firmeza, elasticidade e brilho para a pele. Assim, ao envelhecermos, a perda natural do colágeno é inevitável.

Além da idade, outros fatores também cooperam para isso, tais como, exercícios físicos acentuados, tabagismo, bebida alcoólica em excesso e exposição contínua aos raios solares. Alguns sinais clínicos que atestam o problema são: perda da hidratação natural da pele, flacidez e perda da elasticidade e do brilho. Quando há o agravante da perda óssea, fato que ocorre na face, a aparência envelhecida fica ainda mais evidenciada.

Ter uma pele lisinha, firme, com uma textura aveludada e brilho na medida certa é o ou não o sonho de dez entre dez mulheres? E, claro, os médicos têm procurado respostas para esses desejos. Atualmente, a aposta da vez está nos Bioestimuladores – ativos, que estimulam a produção do colágeno, promovendo um efeito rejuvenescedor e resultados próximos ao natural.

Os mais utilizados no momento são a hidroxiapatita de cálcio, o ácido polilático e a policaprolactona. No mercado, eles são conhecidos pelos nomes comerciais: Radiesse, Sculptra e Ellansé, respectivamente. Mas o que são eles? Quem são esses aliados da beleza e o que podem fazer por nós? Vejamos.

Os bioestimuladores são substâncias que estimulam a produção de colágeno, quando injetadas em determinadas áreas do corpo. Isso se faz necessário quando o organismo não produz mais o colágeno em quantidade e qualidade suficientes para que atinja seu objetivo, que é, basicamente, repor o volume da pele, que foi se perdendo com a passagem dos anos, e combater a flacidez. Os três produtos citados acima, são aprovados pela Anvisa para uso no Brasil. Vale lembrar que a principal função dessas substâncias é estimular a produção de colágeno, mas o Radiesse e o Elanse também podem ter a função de agir como preenchedores.

O uso de bioestimuladores faz com que haja a formação de novo colágeno, resultando na recuperação dos volumes e das proporções faciais e na visível melhora na qualidade da pele.

Caso a paciente opte pelo tratamento, duas ou três sessões mensais devem ser suficientes, com manutenções anuais. Lembrando que cada caso é único e deve ser analisado. Assim, depois de decidido, podemos utilizar o produto nas bochechas (malar), mandíbula, queixo (mento), têmporas e pescoço (cervical), em um processo semelhante a qualquer outro preenchedor injetável. O procedimento é feito através de cânulas, sendo indolor e livre de agulhas.

O produto ajuda também na redução de rugas e marcas de expressão e combate a flacidez acentuada. O resultado é muito satisfatório e relativamente duradouro, uma vez que o organismo continua a produzir o colágeno até seis meses após o tratamento, dando à face um aspecto rejuvenescido e recuperando o contorno facial. Esses efeitos podem ser percebidos após a quarta ou a quinta semana depois do procedimento.